Bambi no Outono Suiço

Soundtrack: Galaxy   Hippiehaus

Ainda não consegui visitar a Suíça no verão para comer as cerejas caídas na grama da floresta atrás da casa da minha prima. Ou para nadar no Lago de Lucerna. Mas já estive por lá algumas vezes durante o outono. Na última, peguei até 23 graus em novembro!

Como culinária tem tudo a ver com a cultura de um país, este post é para contar o que eu fiz, ou melhor, o que eu comi de diferente em um outono suiço.

Outono é a época das carnes de caça e eu experimentei um prato típico com carne de veado. Nas outras estações do ano só encontramos esta carne congelada. Apelidamos a carne de veado de Bambi, pois o prato do restaurante que fui tem um biscoitinho que lembra o Bambi do cinema!

O prato típico suiço alemão feito com Bambi chama-se Rehpfeffer (carne de veado com pimenta e sangue no molho). Não comi exatamente esse pois não gosto de sangue não…Escolhi um outro preparo do Bambi. Foi um picadinho com um molho a base de creme de leite acompanhado de Spatzle, que é um tipo de nhoque, uvas roxas,  cranberries e pêra ao vinho coberta com geléia doce. Tudo muito delicioso !!! De entrada, uma salada de mache, uma verdura que adoro e só encontro no Santa Luzia, em SP. E vinho tinto.

O prato e o biscoito que originou o apelido de Bambi

Este menu é de um restaurante simpático e aconchegante chamado Strauss, em Meierskappel, perto do Lago de Zug, na parte alemã. Mas cada restaurante inventa o seu prato, e até pizza de champignons com Bambi encontramos nessa época do ano! Eu também provei um risoto em outro restaurante, em Lucerna, que não me lembro mais o nome.

Aprendi que comemos as partes nobres, como o contra filé porque a carne tem que ser bem macia. Se for fêmea, mais macia, porém o macho é mais saboroso…

Ah! Minhas referências são só da Suiça alemã pois é por lá que fico quando visito o país!

 En Guete! Em suiço alemão!

Traduzindo. Bom apetite!

                                                       Humm! Que saboroso!               

Até!

Fabi Por Aí

Fotos by Fabi Por Aí

Anúncios

La Crêperie de Hampstead: um “corner” francês em Londres

Soundtrack: Paris Match   Style Council

Antes de ir para Londres, vivi em Paris. E foi muito bom chegar em terras inglesas e encontrar um carrinho oferecendo o autêntico crepe francês perto de casa, no bairro de Hampstead, onde morei.

La Crêperie de Hampstead  está há mais de 30 anos em um cantinho da Hampstead High Street, a rua principal, onde encontram-se vários restaurantes, pubs e lojas legais.

O bairro está localizado ao norte de Londres e é bem conhecido pelo seu parque, o Hampstead Heath. É fácil chegar pela northern line, linha preta do metrô. Como é uma delícia passear por ali, não resulta em nenhum sacrifício se deslocar um pouco da zona central da cidade para comer um crepe por lá, além de aproveitar as outras atrações da região que falarei em breve por aqui.

Fã de um bom crepe que sou, “almocei” muito naquele carrinho. Foram tantos domingos, que até fiquei amiga da menina que servia na época, uma francesa de Strasbourg. Assim, eu também praticava o meu francês.

Apesar das inúmeras opções do menu, como sou básica, meu pedido era sempre o mesmo: um crepe de presunto com queijo gruyére e, se ainda encontrasse um lugar na minha gula, de sobremesa, um crepe de chocolate belga. Até hoje é assim quando vou para Londres e visito o carrinho.

O legal é pedir o crepe e arrumar um banco para sentar e saboreá-lo curtindo o movimento. A fila em certos dias pode ser bem longa, mas vale a pena esperar pela sua vez.

Hummm….Escrevendo este post aqui, lembrei que  preciso programar um pulinho em Londres logo mais para um crepe e outras coisinhas da cidade que eu tanto adoro!

Até!

Fabi Por Aí 

Fotos: internet (não tenho nenhuma foto do carrinho 😦 )

La Crêperie de Hampstead

7 Hampstead High Street
London NW3 1RE
Metrô: Hampstead 

Horários: Seg  a Sáb 13:00 – 23:00 e Dom 13:30 – 23:00


Um Sábado no Mocotó

Soundtrack: A Cidade   Chico Science & Nação Zumbi

Outro dia, fui me aventurar na Zona Norte. Digo me aventurar, pois fica bem longe e “fora de mão” para mim…Finalmente conheci o tão falado restaurante Mocotó, o cantinho de comida nordestina da região!

Ele estava na minha lista de lugares e restaurantes para conhecer em São Paulo, mas as viagens nos fins de semana, a preguiça de me deslocar para muito longe de casa dentro da cidade, as famosas esperas por uma mesa…deixaram o Mocotó esperando um pouco.

Mas eis que em um sábado combinei com amigos e o Ike e partimos com mapa na mão rumo à Vila Guilherme, ou mais precisamente, Vila Medeiros. Sem errar o caminho, que se mostrou uma “reta só” nas “quebradas” do bairro, chegamos.

E como escolhemos um horário “entre refeições”, sentamos de primeira! Achei que o Ike e o Edu estavam brincando com a gente, mas era isso mesmo: “a próxima mesa é de vocês.” Fácil assim.

 

O ambiente é bem democrático e descontraído, com um bar de cachaças. No cardápio, muitas opções e preço bom. Deu vontade de experimentar tudo, mas tivemos que selecionar. Fomos de dadinhos de queijo coalho com tapioca (tudo de bom), linguicinha com cebola roxa e cachaça (boa e sem surpresas), baião de dois (valeu), feijão de corda (com muito coentro), e o especial do dia, costelinha de porco à moda do engenho recheada com pernil (super macia, uma delícia). Teve também caldinho de mocotó, não para mim, já que de mocotó só a geléia Colombo da infância, que por sinal era muito gostosa!

Coentros à parte em alguns pratos (sei que fui em um restaurante nordestino, mas este tempero é do tipo ame ou odeie e eu sou da turma “fica longe de mim”), tudo estava bem saboroso. Achamos até lugar para encaixar as sobremesas, pois tínhamos que experimentar um pouco de  tudo. Pudim de tapioca e crème brûlée de doce de leite. Delas, esperava mais.

Depois de toda essa orgia gastronômica nordestina, regada com batidinhas de coco e maracujá e muita Cajuína para a Cé e o Ike (outra fruta que fica fora das minhas preferências…), só faltou a rede para descansarmos um pouco antes de voltarmos para a “o lado de cá” bem felizes.

Agora que aprendemos o caminho e não precisamos mais de mapa e GPS, com certeza voltaremos várias vezes para continuar a degustação do cardápio (o escondidinho que vimos na mesa ao lado deixou vontade…).

Mas, da próxima vez, a minha primeira pergunta será: “seu moço, tem coentro?????”

Até!

Fabi Por Aí

Fotos by Fabi e Internet

O Portinho, Ilhabela

Soundtrack: Simplesmente Bebel Gilberto

Ontem, para completar um dia de muito sol, praia e uma corridinha no final de tarde olhando o mar, fui jantar no O Portinho, um restaurante italiano bem charmoso, no  lado sul da Ilhabela.

Já fazia um tempo que eu não aparecia por lá. Localizado na casa dos donos, vale pelo ambiente que é aconchegante, com uma cozinha americana e mesas  na varanda fechada e cercada por uma vegetação tropical.

O esquema continua o mesmo. Tem que reservar com antecedência. Para começar, uma mesa de antepastos árabes e italianos – coalhada, hummus, babaganush, parmesão, abobrinha no azeite, berinjela com nozes…Hummm…Tudo bem saboroso! E depois é só escolher entre as opções de massas frescas e vinhos. Quem cozinha é o dono, e é a sua esposa, Renata, que te recebe e explica como funciona. Um estilo bem “jantar lá em casa.”

 A  minha escolha foi um Spaghetti com abobrinhas, camarões, tomates frescos e azeite. Simples e gostoso. Deixei a sobremesa para uma outra vez,  mas a opção do dia era torta de maça quente com sorvete de creme.

Se você quiser conhecer, lembre-se, só abre nos finais de semana para o jantar.

O Portinho – Praia do Portinho, Ilhabela, SP – Tel.12 3894 9351/12 9793 2682
 
Até!
Fabi Por Aí                                                                                                                                                                                              
Fotos by Fabi

OPS! Comprei em Madrid

Soundtrack: I Just Can’t Get Enough Nouvelle Vague

Adoro um relógio colorido. Acho prático, divertido, posso combinar com a roupa do dia e não chama muito a atenção, quero dizer, dos ladrões, permitindo que eu caminhe tranquila pelas ruas de São Paulo!

O OPS! FLAT foi mais um reloginho que entrou para a minha coleção! Simples, molinho,  confortável, bem fino, feito de silicone e tem um mostrador digital. Moderno, mas com uma inspiração lá nos anos 80!

Descobri  o relógio caminhando pela Calle Fuencarral, uma rua de lojas bem conhecida em Madrid. Super animada a qualquer hora do dia, lá encontram-se as marcas mais jovens e modernas. Foi no Mercado Fuencarral, com lojas mais alternativas que vi um display com vários reloginhos coloridos e um preço bom (25 euros). Comprei o azul, cor que ainda não tinha!

Depois da minha aquisição, sentei ali perto do mercado para degustar a dupla tapas + vinho no LATERAL, uma cadeia moderninha com restaurantes nos bairros mais legais de Madrid.

Voltando para o hotel fui pesquisar na internet e descobri o site do meu novo reloginho OPS!, que eu ainda não conhecia. A marca é italiana, tem mais um outro modelo de relógio, o OPS! SHAKE e uma linha de jewellery. Tudo em silicone , sempre bem colorido!

É lógico que me arrependi de não ter comprado o relógio em outras cores. Mas já não tinha mais tempo…Meu vôo já estava me esperando no aeroporto para voltar para o  Brasil …

Ficou para a próxima viagem!

Até!

Fabi Por Aí

Eu quero sorvete!

 

Soundtrack: Bella Jovanotti

Apesar do frio e do fim de semana estar só começando, não esperei sábado para cair na tentação e hoje fui novamente na minha sorveteria preferida em São Paulo. Fica na Oscar Freire, a BACIOdiLATTE.

Abriu em janeiro. O ambiente é super cool, branco e aconchegante. E os sorvetes e sorbets…humm…deliciosamente cremosos. O verdadeiro gelato artesanal italiano. Fresquinho, preparado diariamente com leite tipo A, frutas frescas e ingredientes premium. Adoro!

São 20 sabores, um melhor que o outro. Chocolate Belga, Stracciatella (o nosso Flocos), Morango, Frutti di Bosco, Coco, Figo, Iogurte com Amarena, BaciodiLatte (de leite), Gianduia Crocante, Pistache, Doce de Leite e até Banana.

Já experimentei vários e o legal é que dá para combinar até três sabores. Eu já elegi o meu copinho do momento: Chocolate Belga, Frutti di Bosco e Stracciatella! Mas para quem prefere, tem na casquinha crocante também!

Se você ainda não passou por lá, fica a dica!

BACIOdiLATTE  – R. Oscar Freire, 136, São Paulo

http://www.baciodilatte.com.br

Até!

Fabi Por Aí


Três Refrigerantes Por Aí

Soundtrack:  Jazz Music De Phazz

Você deve estar se perguntando: falar de refrigerantes? Mas nas minhas andanças por aí me deparei com alguns refrigerantes, verdadeiros ícones locais, parte da cultura mesmo. Eu não poderia deixar de experimentá-los.

Bom, dos três citados aqui, só um ganhou o mérito de entrar para a minha lista “tomo de novo quando voltar para lá!”

GUARANÁ JESUS , MARANHÃO, BRASIL

Ir ao Maranhão e não experimentar o guaraná Jesus, uma verdadeira celebridade local,  é como um estrangeiro vir ao Brasil  e não provar o nosso outro guaraná tão famoso. Eu fui logo querendo um.

A embalagem é fun, rosa e azul, mas o conteúdo…nem tanto. Para começar guaraná (pelo menos para mim) não é rosa, né? Este sim! Depois, ele  não tem o gosto do guaraná que conhecemos. Até aí, podia ser bom…mas parece bala, muito doce, esquisito mesmo. Tem cravo e canela na sua composição. É tão apreciado localmente que a Coca Cola já arrematou a marca. Sorte do Jesus, que inventou isso! Mas acho que só vende por lá. Confesso que não tentei procurá-lo mais por aí…

Local da Degustação: um boteco em Barreirinhas, Lençóis Maranhenses, tentando matar a sede sob todo aquele sol.

INCA KOLA, PERU

É lógico que eu não deixei de tomar o tão famoso “refri “ local na minha viagem pelo Peru. Está por toda parte. Amarelo, gosto de…realmente não me lembro mais. Só sei que é produzido a partir de uma planta chamada lúcia-lima, típica da América do Sul, com aroma cítrico parecido com o limão. Mas não gostei. E também não voltei da viagem com a famosa camiseta que vende por lá com o logo da Inca Kola estampado no peito.

Local da Degustação: Um restaurante qualquer, no almoço, parte de um tour pelo Vale Sagrado, Cuzco.

RIVELLA, SUIÇA

Delicioso. Feito do soro do leite suíço. Será que é aí que está o segredo? Meu velho conhecido…Tomo sempre quando vou para a Suiça. Tem sabor de boas lembranças. Bons momentos. Bons passeios. Natureza. Este, com certeza, está na minha  lista.

Local da Degustação: na casa de uma pessoa muito especial, na Suiça.

Como gosto não se discute, cada um por aí, deve fazer sua própria avaliação e, se possível, dividir comigo qualquer dia por aqui! 

Fabi Por Aí