Parque Nacional Tayrona: praias e muita caminhada!


Soundtrack: Mala Vida   Mano Negra

O Parque Nacional Tayrona foi o lugar escolhido para iniciar a minha viagem à Colombia em ritmo de aventura. Localizado ao pé da Sierra Nevada, a serra costeira mais alta do mundo, com seus 5700 metros bem próximos do mar, por lá encontram-se algumas das praias mais bonitas do caribe colombiano. Todas rodeadas por uma densa floresta tropical e água azul transparente que, infelizmente, não tive a oportunidade de conhecer, já que a chuva antes da minha chegada deixou o mar meio escurinho…Reparem nas fotos como o céu está quase sempre nublado, com cara de VAI CHOVER! Mas nada que atrapalhasse o que estaria por vir.

SOBRE O NOME

O nome Tayrona vem de uma civilização indígena que viveu na região até o século XVI. Os índios que sobreviveram à invasão espanhola subiram a Sierra Nevada e hoje seus descendentes, os Kogis, vivem lá isolados. 

CHEGANDO

Voamos de Bogotá para Santa Marta, a cidade mais antiga do país. Como neste primeiro dia não havíamos reservado hotel e queríamos sentir o clima local, logo percebemos que Santa Marta não era a nossa praia e seguimos direto para um vilarejo de pescadores mais próximo do parque: Taganga.

TAGANGA

Esperava mais do vilarejo de pescadores. Achei um  pouco mal cuidado, apenas uma pequena baía com uma praia de pedras, ruas de terra e sem tantas opções de hotéis. Mas serve como ótima base para quem quer explorar algumas praias do lado leste do parque (com paisagem mais árida) em passeios de um dia e também para os aventureiros rumo a Ciudad Perdida (a Machu Picchu colombiana).

Ali passamos a primeira noite no Ballena Azul, o “melhor” hotel da vila. Até que confortável e, pelo menos, em frente ao mar. Foi no restaurante do hotel que experimentei meu primeiro arroz com coco (gostei) e a limonada com coco (não gostei), típicos dos cardápios colombianos.

PLAYA BRAVA

No dia seguinte, mochila nas costas e roupa suficiente para três dias, iniciamos o tour pelo parque. Apesar das duas entradas oficiais existentes por terra, optamos  por uma chegada menos convencional: o mar.

Negociamos um barco em Taganga que nos deixou na Playa Brava e também nos vendeu o ingresso/pulseira necessário para explorar o parque. Foi interessante o passeio, primeiro porque adoro um barco, e também porque pude curtir um pouco a região de outro ângulo, admirando as várias baías desertas até chegar ao primeiro destino. Mas, no final, uma surpresa! Tivemos que nadar  um pouco para chegar até a praia… O mar estava mexido e o barco nos largou com uma prancha de isopor, que serviu de balsa para as nossas mochilas!

A Playa Brava é bem tranquila e são poucos turistas que se aventuram até lá. Tem apenas uma pousada e camping, a Teyumakke,  que mesmo simples, poderia ser paradisíaca se fosse bem cuidada. Mas o que encontrei foi um lugar abandonado e sem charme, bem diferente das fotos das cabanas inspiradas nas habitações dos Tayronas que eu havia pesquisado na internet…

Um indiozinho usando a vestimenta branca típica Tayrona nos recepcionou. Ele era meio, ou melhor, BEM devagar, não respondendo nada das nossas perguntas. “Reservamos por e-mail, pode checar? Fabiana Gama! Duas pessoas. Hola, está me entendendo?” A comunicação estava difícil até a responsável chegar! Ufa!  “Tem quarto? Ok. Então ficamos por aqui hoje, já que vai chover!”

Foi um dia de descanso e choveu mesmo. E forte! Nada de caminhada até a cachoeira próxima. Só um pouco de praia depois da chuva. Conversas com um casal suíço (iam passar dois meses estudando espanhol na Nicarágua e velejando de kitesurf e o papo interessou), jantar e dormir cedo.

PUEBLITO – CABO DE SAN JUAN DEL GUIA – ARRECIFES

O segundo dia começou com uma longa caminhada por trilha no meio da mata, subindo até PUEBLITO, um sítio arqueológico com ruínas de uma antiga aldeia Tayrona.

Li que estas ruínas são um aperitivo da mítica Ciudad Perdida, ali pertinho, mas não me entusiasmei tanto com o que vi. Depois das ruínas no Peru, Bolívia, México, aquilo ficou bem sem graça…

Bom, a trilha que surgiu pela frente  eu não curti nada, por  ser toda de pedra. Pedras grandes, alguns bons degraus e muito trabalhosa. Exigiu muita atenção para não escorregar no caminho. Ainda bem que fiz a trilha descendo, o que facilitou muito o percurso.

Após mais de uma hora sofrendo, a RECOMPENSA. Chegamos nas duas pequenas baías de águas calmas, ótimas para mergulhar , que formam o Cabo de San Juan del Guia. São as praias mais movimentadas do parque, com um camping, cabanas simples, restaurante e muitos turistas. Mas, nesta época do  ano, só haviam alguns poucos europeus.

Este foi o momento de relaxar, da praia, do mar, de caminhar mais cinco minutos para conhecer a praia Nudista que, de nudista só tem o nome.  Deserta, pelo menos  nesse dia. Só nossa!

Mesmo com o céu  nublado, o calor era intenso e ainda tínhamos mais um trekking até o destino final. No meio da lama (afinal era outubro, época de chuvas…) passamos por novas florestas e praias. Mas sem parada dessa vez, só apreciando o mar pelo caminho.

O objetivo era chegar até a praia Canaveral para dormir nos ECOHABS, cabanas ao estilo Tayrona,  localizadas no alto da colina e com vista para o mar. Assim estaria completa a dupla AVENTURA com CONFORTO a qual eu havia me programado. Porém, o caminho de pedras, a trilha lameada e a chuva atrapalharam os meus planos. Quando chegamos na praia de Arrecifes ainda faltava meia hora de caminhada e estava escuro e garoando. E nós, cansados, querendo um banho e boa comida! Resolvemos parar por ali e ficamos nas cabanas Yuluka, irmãs mais simples e com menos mimos que os ECOHABS da praia Canaveral. Mas super confortáveis.

O suco de boas vindas que levaram no quarto me conquistou! Cereja, limão e raspadinha de gelo. Caiu super bem depois da caminhada, muito calor e praias! Gostei tanto que pedi mais um no jantar para acompanhar um delicioso ceviche de camarões e lulas com molho de tomate cítrico – o melhor que já comi –  no restaurante pé na areia do hotel! 

ARRECIFES – LA PISCINA – ARRECIFES – CANAVERAL

No último dia, retornamos às praias que não paramos no dia anterior. Ficam no setor La Piscina. Muitas pedras, coqueiros e tranquilas para nadar. 

Na volta, ficamos na praia de Arrecifes em frente do hotel. Deu até para entrar no mar, pois apesar de bem bonita é meio perigosa e tem placa avisando sobre vários turistas que morreram afogados no local! Pausa para um descanso na rede, e mais uma trilha pela frente por praia deserta até Canaveral. Conheci o ECOHABS, me despedi do suco de cereja e continuamos até a saída do parque!

Pegamos um táxi para o vilarejo de Taganga, resgatamos as malas guardadas no hotel e seguimos viagem, sem antes eu constatar que meu corpo estava todo coberto de picadas de mosquitos que me “atacaram” no meio da mata. E como coçavam! Convivi com elas por muito tempo até sumirem… Nada grave. Somente o saldo de uma eco aventura que adoro fazer de vez em quando!

 Próxima parada: Cartagena de las Índias! E mais da Colômbia!

Até!

Fabi Por Aí

Fotos by Fabi (com excessão das fotos da cabana)

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O Portinho, Ilhabela

Soundtrack: Simplesmente Bebel Gilberto

Ontem, para completar um dia de muito sol, praia e uma corridinha no final de tarde olhando o mar, fui jantar no O Portinho, um restaurante italiano bem charmoso, no  lado sul da Ilhabela.

Já fazia um tempo que eu não aparecia por lá. Localizado na casa dos donos, vale pelo ambiente que é aconchegante, com uma cozinha americana e mesas  na varanda fechada e cercada por uma vegetação tropical.

O esquema continua o mesmo. Tem que reservar com antecedência. Para começar, uma mesa de antepastos árabes e italianos – coalhada, hummus, babaganush, parmesão, abobrinha no azeite, berinjela com nozes…Hummm…Tudo bem saboroso! E depois é só escolher entre as opções de massas frescas e vinhos. Quem cozinha é o dono, e é a sua esposa, Renata, que te recebe e explica como funciona. Um estilo bem “jantar lá em casa.”

 A  minha escolha foi um Spaghetti com abobrinhas, camarões, tomates frescos e azeite. Simples e gostoso. Deixei a sobremesa para uma outra vez,  mas a opção do dia era torta de maça quente com sorvete de creme.

Se você quiser conhecer, lembre-se, só abre nos finais de semana para o jantar.

O Portinho – Praia do Portinho, Ilhabela, SP – Tel.12 3894 9351/12 9793 2682
 
Até!
Fabi Por Aí                                                                                                                                                                                              
Fotos by Fabi

Um Dia de Reis em Madrid

Soundtrack: Entre Dos Aguas Paco de Lucia

Acho muito interessante participar de datas importantes para um país ou cidade e vivenciar como os locais comemoram! No início deste ano, tive a oportunidade de estar em Madrid no dia 06 de janeiro, o Dia de Reis.

A data celebra o dia em que os três Reis Magos, guiados pela estrela de Belém, visitaram Jesus, recém-nascido, levando presentes. É, também, o final das comemorações natalinas e o dia em que desmonta-se a árvore de Natal! 

Na Espanha o Dia de Reis é mais importante que o Natal.  Por lá, é feriado e motivo de muita festa. A tradição é a seguinte: as crianças deixam sapatos nas janelas, cheios de capim ou ervas, para alimentar os camelos dos Reis Magos. Em troca, os Reis deixam doces e guloseimas para elas. E nada de Papai Noel. São os Reis Magos, Melchior, Gaspar e  Baltazar, que “trazem” os presentes!

Mas  é em 05 de janeiro que a festa agita todo o país. Neste dia acontece a Cabalgata de los Reyes Magos em várias cidades. 

Em Madrid, o desfile sai às 18h30 dos Nuevos Ministérios e vai até o Palácio das Cibeles, sede da prefeitura. São vários carros alegóricos, com os Reis Magos percorrendo as ruas da cidade  e distribuindo caramelos para as crianças durante o percurso. No final, tem discurso com mensagem de paz dos Reis, muita queima de fogos e comemoração.

Depois, todos  os espanhóis voltam para casa e continuam a festa. Servem a Ceia dos Reis e comem os tradicionais Roscones de Reyes, um tipo de rosca com frutas cristalizadas. E  no dia seguinte, os presentes!

Mas sabe o que mais me marcou no evento? As escadas! Pois é…. Durante o dia, enquanto eu passeava por Madrid, vi uma movimentação nas ruas com várias pessoas carregando escadas de alumínio pra lá e pra cá… Eu não estava entendendo nada, já que vi muitas! Quando cheguei no desfile, à noite, é que compreendi o porquê! Como o evento é para a família toda, principalmente para as crianças, a escada serve para que os pequenos possam enxergar o desfile! Adorei quando vi todos dependurados nas escadas, inclusive os adultos tentando encontrar um espacinho para ver os carros alegóricos .

Terminada a festa, voltei para o hotel caminhando pelas ruas da cidade, iluminada e colorida, curtindo o  movimento e o clima animado da noite! Afinal Madrid é…Madrid!

Até!

Fabi Por Aí

Fotos: internet e by Fabi 

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